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Bem Aventurado

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Durante todo esse tempo, eu continuava amando Dora, com mais força do que nunca. Sua imagem era meu refúgio nos desapontamentos e angustias, e compensou em parte, para mim, até mesmo a perda de meu amigo. Quanto mais eu me apiedava de mim mesmo, ou me compadecia dos outros, mais buscava consolo na imagem de Dora. Quanto maior o acumulo de enganos e problemas no mundo, mais brilhante e mais pura reluzia a estrela de Dora, alta acima do mundo. Acho que eu não tinha uma ideia definida do lugar de onde Dora tinha vindo ou em que grau ela estava relacionada a uma ordem mais alta do ser, mas tenho certeza que repeliria com indignação e desprezo a noção de ela ser simplesmente humana, como qualquer outra moça. Se é que possa me expressar assim, estava impregnado de Dora. Não apenas perdidamente apaixonado por ela, mas embebido dela até os ossos. Metaforicamente falando, seria possível sugar de mim uma quantidade de amor suficiente para afogar uma pessoa e, no entanto, ainda permanece...

Amor #2

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Ontem quando pensei em escrever aqui no blog, percebi que todas as vezes -inclusive essa- que recorro à ele, é para falar de amor haha :) A vontade de falar sobre o assunto foi despertada -das profundezas do que sinto- por uma discussão extensa sobre o que é o amor. Sempre me questiono sobre o por quê da minha solidão, esse vazio que não se preenche com beijos - mesmo que dados com vontade-. Questiono se sou uma pessoa de difícil convivência ou que por conveniência se afastou do resto e agora não consegue se encontrar. Fico pensando que talvez eu devesse mudar para me adequar ao padrão de bibelôs, mas não. Então continuo esperando um segundo amor que me complete de novo. É, é! SEGUNDO amor. Sabia que podemos amar mais de uma pessoa? Essa é a vantagem do amor. Ele é tão pleno que nos permite compartilha-lo. Não tem amor de mãe ou amor de casal, é tudo igual porque ele está em um plano sentimental superior. Ele foge dos planos, dos rancores, da carnalidade e da paixão. Amar ...

Presente #2

"Ontem eu decidi que faria o meu passado não ser nada além de lembranças. Mudei minhas cores, a minha agenda, o meu foco. E aí eu abri as minhas mensagens, que guardava pra mostrar e dizer um dia a alguma daquelas que eu tentei amar: ” Olha, eu guardei essas mensagens, pra provar pra ti que em todo esse tempo eu realmente estive pensando em você. Eu as guardei pra poder dizer, que eu as lia todos os dias pra manter você perto de mim… E como se ausência deste hábito fosse te levar embora, né.” Fiquei pensando naquele meu plano infalível de deixar alguma delas com cara de boba, se o acaso algum dia viesse a nos dar uma nova chance. E cheguei a confortante conclusão de que eu não dava mais a mínima. Me senti idiota, e me lembrei de como eu queria ser aquele idiota de novo. E me lembrei também de como nada daquilo fazia mais sentido na minha “nova vida”. Dividido por completo entre o que eu queria e o que eu precisava, eu fui apagando todas elas. Até que encontrei as tuas mensage...